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justbymartawahnon

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TAP = Take Another Plane

 
 
 
Teoricamente, iriamos apanhar o voo às 08h pela TAP se não tivéssemos chegado em cima da hora (não é que não tivesse dado, mas já aprendemos a lição, ir com crianças, temos obrigatoriamente que ter um maior intervalo para toda a logística), a acrescer a isto, junto a displicência e negligência com que fui tratada quando a maquina não leu o código de barras do bilhete, avisámos  que estávamos com pouco tempo na altura de passar as malas de mão e aparelhos electrónicos, mais uma vez, fomos  ignorados, resumindo, corremos até a nossa porta e já la estava um casal que tinha chegado mesmo em cima da hora do fecho de porta, nós chegamos 5 minutos depois. Pergunto-vos, quantas vezes embarcamos e ficamos sentados no avião em terra por meia hora, 1 hora, ou até 1h e meia a receber desculpas esfarrapadas para mais tarde apercebermo-nos que a porta foi novamente aberta e entrou um passageiro?!?!?
 
Aqui, tinham-se passado precisamente 5 minutos e mesmo com crianças a correr pelos corredores, sacos, brinquedos e tudo o que se possa imaginar quando se levam miúdos, eles – TAP/Groundforce, limitaram-se a dizer que não podiam fazer nada e se, a cara de pau destas personagens, se por acaso quiséssemos alguma informação extra ou fazer até, imagine-se, até uma reclamação, então teríamos que ir à loja/espaço comercial, traduzido em miúdos, andar mais não sei quantos km para reclamar a forma como fomos tratados, solicitar o responsável e eles fazer o melhor que sabem, ou seja, “passar a batata quente” e hoje ainda estaríamos no aeroporto a tentar falar com alguém que nos desse apenas dez minutos de atenção; não estou a pedir muito para quem perdeu um voo de 6 lugares! Mas é o que temos!
 
Por norma, sou uma apaixonada por Portugal e acredito que na maioria das vezes somos subestimados face a qualquer outro país, ainda somos muito o perfil da velha frase, “galinha do vizinho é sempre melhor que a nossa”. Acredito que a nossa mente está a mudar cada vez mais e o orgulho de ser português começa a manifestar-se um pouco por todas e mais variadas razões.
Estou ciente que não devo qualquer explicação mas uma vez que escrevo sinto igualmente, uma certa obrigação da minha parte, revelar um pouco mais de mim, aquilo que acredito, o que é justo e não é, de forma a mostrar-vos a imensa revolta que senti nesta manhã de 6ª feira, para ser mais precisa, dia 28 de Fevereiro.
 
Eram 11h e estávamos finalmente ou melhor, novamente prontos para recomeçar a nossa aventura! Não podiam abrir a porta a 8 passageiros, iria requerer algum trabalho, mas demorarem 1h entre abrir o porão, seleccionarem as malas dos passageiros e coloca-las de volta em terra, isso aí é sem duvida a coisa mais acertada a fazer (ainda irei perceber porquê, um dia quem sabe?!)…
 
Fomos almoçar, aliviar um pouco a tensão fora do aeroporto e às 15h15 estávamos na porta de embarque, que abriria às 15h30 com voo as 16h20.
Eram 16h e a única razão que nos davam pelo atraso foi, e aqui vou relatar literalmente a desculpa primária e absurda, “falta-nos um membro da tripulação”, como?! “Não sabemos onde está um dos membros da tripulação”. Quando eu achava que a vergonha alheia já tinha enchido o depósito e claro, pedi o livro de reclamações, dizem-nos que a suposta tripulação ficou retida em Madrid e não têm ninguém em “stand by”! Eu por acaso até tinha uma pessoa familiar a trabalhar na TAP mas não é preciso nenhum conhecimento profundo para saber o que significa estar em “stand by”. Por favor, não nos façam passar ainda por mais estúpidos!
 
Resumindo, eram 18h40 quando o avião levantou voo e para trás ficaram cerca de 8 reclamações enviadas ao INAG. Resta agora saber se irá haver algum cuidado com o cliente, como dizia um senhor passageiro, “cliente este, como você diz, que é uma questão de esperar ou cancelar o voo mas que paga o seu ordenado!”
Foi sem dúvida um triste e lamentável episódio, o que mais me irritou foi fazerem-nos sentir como uma gota de água no meio do oceano e quando a culpa é nossa, teríamos que andar de loja em loja ou departamento a mostrar o nosso desagrado; tratando-se da culpa deles (nota: 2h de atraso) aí o discurso, “cancelem o voo ou é uma questão de esperarem” adapta-se a tudo! Expliquem-me sff porque eu não consigo entender, como é que uma pessoa passa por tudo isto numa suposta, divertida 1ª experiência com os seus filhos, acaba retida no aeroporto das 07h às 18h da tarde e é apenas um mero atraso, ou podia acontecer a qualquer um!?!
 
Não sou de dizer, coisas tipo, se fosse lá fora nada disto acontecia e nem sou muito apologista das leis norte americanas, considero-os demasiado fundamentalistas em determinados aspectos mas aqui há que reconhecer, que por exemplo, numa situação destas, eles desdobrar-se-iam em “milagres” para compensar o cliente, de forma que a última imagem da companhia fosse positiva e pudessem, dessa forma, continuar a contar com a fidelização desse passageiro.
 
Claro que viajámos e aproveitámos mas graças à TAP e tratando-se apenas de um fim-de-semana, já não foi a mesma coisa…
Só espero que ninguém passe por uma experiência como esta, ninguém merece, menos ainda as crianças que chegaram ao aeroporto de sorriso na cara e caíram em lágrimas quando viram o nosso desespero ao saber que não iríamos apanhar aquele voo … Por 5 minutos!...
 

 

Marta

Just Beacuse we have to be grateful

Hoje e podia ser todos os dias, dedico este texto à minha Mãe.
 
Uma pequena Grande Senhora, sempre de sorriso pronto e presente para as suas duas filhas como ninguém, aliás, se não fosse ela, não sei o que teria sido de nós até hoje …
 
A minha Mãe e isto são conclusões minhas, nasceu no tempo errado; com uma educação severa, a última de 5 irmãos, aquele clássico, que já não era suposto ter nascido mas graças aos anjinhos la de cima, segundo o que dizem, é parecida com a minha bisavó Pilar (mãe do meu Avô) razão que o fez perder-se de amores por aquele bebe que mais parecia um chouriço cor-de-rosa de tão gordinha e fofa que era!
 
Ela sempre gostou de viver a vida, apreciar tudo o que esta tem para nós, apreciar cada momento, posso dizer que é uma mulher aventureira, contemporânea, às vezes, se calhar até demais (como diz a minha filha, “ a avó não é como as outras avós”); adora viajar e acredito que partir sem rumo, não seria uma grande preocupação para ela (tinha que puxar alguém nesta questão da paixão pela descoberta!).
 
Como já referi num dos primeiros textos, não existe a melhor Mãe do Mundo, acredito que se houvesse um manual para isso, estaria por certo esgotado! A única certeza que temos quando somos mães é o amor incondicional que temos por aquele ser que nos muda a vida e entramos num novo capítulo, onde com eles somos surpreendidos diariamente, pois ao contrário que esperávamos e aqui falo por mim, ao invés de sermos sempre nós a ensinar, a verdade é que aprendi e aprendo muito com a minha filha, directa ou indirectamente mas há sempre um recado que a vida nos dá.
 
A “Zoquinhas”, termo que uso para chamar a minha mãe, é uma leoa, defende os seus até ao último suspiro, uma guerreira, uma senhora que já passou por muitos momentos e provou a muito “Má” gente que ela é forte e só derruba quando a própria assim o decidir, é caso para dizer, “um dia, quando crescer quero ser como ela!” :)
 
Todos nós temos muito para dizer sobre as nossas Mães e espero deixar aqui um pequeno Obrigada a todas as Mães maravilhosas e um obrigada especial à Zoquinhas porque aquilo que sou devo-o a si, à Senhora Minha Mãe!
 
 
Love,
 
Marta
 

 

 

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